Você já se sentiu tão envolto por uma história que conseguiu sentir
a mesma dor ou angustia do personagem? Pois é, eu sim. É estranho, mas depois
dá uma sensação gostosa, você inclusive consegue entender melhor o que está se
passando na história e o porquê dos dramas. Grande parte das pessoas não
consegue fazer isso, então me pergunto se eu que sou estranha por conseguir sentir
o que os personagens estão sentindo.
Eu também penso algumas coisas que as outras pessoas não. Por exemplo:
Uma vez eu li uma história, uma tal de “Caleido-alguma-coisa-lá”, que foi uma
história incrivelmente boa, uma das melhores que já li na vida. Algumas vezes,
eu ficava pensando o que aquela autora fazia da vida, já que, além dela ser
meio pirada, escrevia uns capítulos do tamanho da Rússia. De onde será que ela
tirava tanta imaginação, sendo que eu fico aqui penando pra poder escrever um
capítulo de umas 1.400 palavras? Hm, agora que comentei a história, lembrei-me
do enredo. Que enredo era aquele, meu Deus? A autora, cujo codinome vai ser L
de agora em diante, me surpreendia a cada capítulo, fazendo-me até mesmo soltar
alguns comentários sozinhos em meu quarto de vez em quando. Era engraçado que,
mesmo eu achando que a história não necessitava de melhoramentos, eu sempre
importunava L com meus comentários, falando que fulana R devia ficar com
ciclano K, só para beltrano G sofrer um pouquinho. É, eu sou um pé no saco.
Veio-me na mente a pouco, que L é leitora de minha história também,
e é uma ótima leitora, dando de 10 a 0 em mim. Oh, não mencionei, certo? Eu sou
uma autora em treinamento, querendo fazer desta minha obra prima. Dando uma
risada sozinha, percebi o quanto estou me desvirtuando do assunto original.
Estávamos falando sobre o que os autores fazem da vida né? Ou era sore meus
estranhos gostos? Ou sobre meu irritante costume de querer misturar palavras em
inglês com palavras em português numa frase? Finally Enfim, eu voto na
primeira opção.
Será que as pessoas se interessam em saber o que nós, autores,
fazemos? De onde vêm nossas inspirações? O porquê de o clichê ser inevitável em
algumas vezes? Não sei, mas este é o propósito desta história. Mostrar ao mundo
que podemos ser o seu vizinho que passa o dia na internet e/ou que está sempre
com um livro na mão, e/ou até mesmo aquele que é hiperativo e bagunceiro.
Escritores primeiramente são leitores, são fãs e são pessoas normais, com
compromissos e deveres muito mais importantes do que atualizar a sua história.
Você não gostaria de mergulhar no meu mundo por alguns minutos?
Afinal de contas, essa é somente uma história breve, sobre uma jovem garota que
gostava de ficar no balanço da pracinha em frente ao mar em noites estreladas,
de sorvete de choco menta e de fazer breves histórias.
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Esse é o prólogo da minha nova fic.Acho que vou postala aqui mais pra frente,tipo,por capítulo.Parece boa?Sentem interesse em ler?
Beijos de trufa
Xau

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